terça-feira, 26 de abril de 2011

Quando não se sabe o nome

Sou o silêncio que você quer calar com as palavras ásperas que eu não quero escutar. Sou a noite linda, que não quer amanhecer escorrendo nesse trágico fim que você tem a me oferecer. Somos juntos talvez, o abraço e o desapego, o sorriso e a despedida. Aquilo que não se pode terminar... porque nunca teve um real começo. O acaso de duas vidas, que quiseram se atrapalhar. Eu sou a incerteza do querer, que colidiu com sua ausência certa. Você é a ressaca que não passa, eu sou sua doença sem cura. Somos o veneno que não mata, a estrada que não termina, a insanidade que não se acaba. Você é a insônia que me abraça toda noite, eu sou a canção que te faz dormir. Somos o texto rabiscado nas ultimas paginas do caderno, somos o verso que faltou o ponto final. Juntos somos o cansaço dessa rotina tumultuada. E talvez possamos ser distantes, o que não conseguimos ser de mãos dadas.

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