Naquele momento eu pensei em nada. É, na-da. Rápidos segundos, sem quase-amores, sem músicas, sem cores. O que seria o nada ? Ausência de qualquer coisa, ausência de tudo? Pois é, só se tinha ausência naquele momento, sem dor, praticamente sem ausência.
NADA. Era o que você encontraria perdido, ali, abraçado comigo naquela cama quente no meio daquela noite fria. Onde não havia você, não havia ele, não havia ela, não me havia. Onde tudo parecia se repetir incansavelmente, no meio do nada em minha cabeça. Dizem que nunca se pensa em nada. Talvez quem disse isso nunca tenha experimentado - nem por um segundo - o que é não ser ninguém, não ter ninguém, não sentir, quase-não-existir.
-No que você está pensando?
-Em nada.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Nunca veio
- Porque você está rouca?
- Gritei a noite inteira.
- Gritou? Onde você estava?
- Na minha cama.
- Ah é? E por quê gritava?
- Gritava seu nome. Mas você não veio.
- Gritei a noite inteira.
- Gritou? Onde você estava?
- Na minha cama.
- Ah é? E por quê gritava?
- Gritava seu nome. Mas você não veio.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Tudo que eu queria dizer agora
"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. (...) que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
domingo, 8 de agosto de 2010
Conversa com a Sra. Consciência
Ela: O que afinal você quer?
Eu: Saber o que eu quero.
Ela: Pelo menos o que você não quer, você sabe?
Eu: Não quero querer o que eu quero.
Ela: Você me confunde.
Eu: VOCÊ me confunde!
Ela: Não precisa gritar... na verdade nem falar você precisa.
Eu: Se você é tão esperta. Me diga o que devo fazer.
Ela: Desligar seu botão de auto-destruição.
Eu: Eu não alcanço!
Ela: Então você não dura muito.
Eu: Já imaginava.
Ela: Eu também.
Eu: Eu queria não ser assim.
Ela: Queria nada.
Eu: É... talvez não queira mesmo.
Ela: Você é muito complicada...
Eu: Consequentemente você também é.
Ela: Pelo menos nos entendemos...
Eu: Já que ninguém mais faz isso.
Eu: Saber o que eu quero.
Ela: Pelo menos o que você não quer, você sabe?
Eu: Não quero querer o que eu quero.
Ela: Você me confunde.
Eu: VOCÊ me confunde!
Ela: Não precisa gritar... na verdade nem falar você precisa.
Eu: Se você é tão esperta. Me diga o que devo fazer.
Ela: Desligar seu botão de auto-destruição.
Eu: Eu não alcanço!
Ela: Então você não dura muito.
Eu: Já imaginava.
Ela: Eu também.
Eu: Eu queria não ser assim.
Ela: Queria nada.
Eu: É... talvez não queira mesmo.
Ela: Você é muito complicada...
Eu: Consequentemente você também é.
Ela: Pelo menos nos entendemos...
Eu: Já que ninguém mais faz isso.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Carta
Eu só quero te pedir desculpas, por tudo que te fiz e faço passar. Acredito que você não merece tudo isso que se encontra perdido em mim e que acabo fazendo se perder em você, sei que nem sempre tenho atitudes pensadas em você, na verdade sei que isso é raro de se acontecer. Sei que de alguma forma você sente isso, não acho que estou certa, mas o que é errado pra você as vezes me parece muito mais lógico. Não acho que você seja de pedra, por mais que muitos achem, sei que como qualquer outro, você sente e sofre, mas eu queria que você visse meu lado e entendesse, que ultimamente está tudo muito diferente, eu estou muito diferente e não estou sabendo me adaptar bem a todas essas mudanças. Não quero me anular de culpa, eu sei ver meus erros, mas corrigir é muito mais complicado, e exigiria, tanto de mim quanto de você, coisas que eu não sei se somos capazes de fazer. Você já passou por momentos turbulentos e delicados, mas é natural você estar disposto a correr riscos novamente, mas eu acho um pouco difícil de entender essa loucura por isso me agarro tanto a minha suposta sanidade. Tenho muitos medos e você sabe disso, as vezes acho que eles são tão intensos que não posso mais abrir mão, eles são eu, assim como você, e você sabe o que é tirar da gente algo que está ali a tanto tempo que passou a fazer parte daquilo que somos. E saiba, que toda essa minha proteção, todas essas posições defensivas, por mais que não pareçam, são por você!
Não sei como fazer esta carta chegar até você. Mas você vai saber.
Para: Meu Coração
"Será que existe algo mais emocional do que optar por ser racional, por medo de errar novamente?"
Não sei como fazer esta carta chegar até você. Mas você vai saber.
Para: Meu Coração
"Será que existe algo mais emocional do que optar por ser racional, por medo de errar novamente?"
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