terça-feira, 26 de abril de 2011
Quando não se sabe o nome
Sou o silêncio que você quer calar com as palavras ásperas que eu não quero escutar. Sou a noite linda, que não quer amanhecer escorrendo nesse trágico fim que você tem a me oferecer. Somos juntos talvez, o abraço e o desapego, o sorriso e a despedida. Aquilo que não se pode terminar... porque nunca teve um real começo. O acaso de duas vidas, que quiseram se atrapalhar. Eu sou a incerteza do querer, que colidiu com sua ausência certa. Você é a ressaca que não passa, eu sou sua doença sem cura. Somos o veneno que não mata, a estrada que não termina, a insanidade que não se acaba. Você é a insônia que me abraça toda noite, eu sou a canção que te faz dormir. Somos o texto rabiscado nas ultimas paginas do caderno, somos o verso que faltou o ponto final. Juntos somos o cansaço dessa rotina tumultuada. E talvez possamos ser distantes, o que não conseguimos ser de mãos dadas.
domingo, 24 de abril de 2011
prometo não perder o telefone
Não quero, nem penso em insistir em algo que nunca nem chegou a existir. Não vou, fique tranquilo, te perturbar nas minhas noites de carência. Porque de alguma forma, tenho me sentido bem só mesmo em lembrar de você e sua voz rouca rindo de mim e do meu jeito atrapalhado, seu cheiro estranho de cigarro misturado com o sabonete no seu cabelo, seus complexos e ciúmes sem sentido, seu jeito escuro de demonstrar interesse. Eu sabia que você ia acabar desaparecendo mesmo, e acho que foi isso que me despertou tanta curiosidade em você. Sabia que começar algo em um fim não dá certo, não tem lugar pra começar. E não me importo, e quase não lembro, se foram passadas, três horas, três dias, três meses, ou três anos. Me perco na intensidade e não no tempo concreto. Me perco no que eu sinto, não no que me privo de sentir. Me perco... me perco. Queria me perder em você. Se algum dia resolver se perder em mim de novo, me liga. Prometo não perder o telefone.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Quero aprender a escrever.
Não quero escrever sobre coisas que desconheço, com palavras que desconheço. Não quero escrever mil linhas que para os outros vão soar inteligentes e para mim soará só um vazio. Não quero escrever coisas que parecem complexas e na verdade não fazem nenhum sentido. Quero escrever sobre mim, sobre o que sinto sem querer ou sobre o que quero me fazer sentir. Quero entender o que escrevo, ou ao menos entender o que eu queria dizer mas não disse. Quero respirar uma frase que faz parte de mim, com meu cheiro, não com o seu ou de qualquer outra pessoa. Pode ter algo de alguém, mas se tiver, é porque esse alguém também faz parte de mim. Quero conhecer cada vírgula, parar em cada ponto, descobrir a continuação de cada reticência. Quero muito, quero aprender a escrever, aprender a escrever o que eu já escrevo.
quarta-feira, 23 de março de 2011
j ² < 3 = ?
O pior é saber que sentimentos não são tipo uma equação matemática, não é algo que simplesmente se "resolve", se fosse eu juro que mudaria minha área pra exatas! Pra tentar entender porque passamos anos nos fazendo de fortes, nos desviando das pessoas que parecem perigosas e quando percebemos, em tão pouco tempo, estamos ali, entregue a uma incógnita. Mesmo eu, que não sou boa com cálculos preferia que fosse assim, pra ver se facilitava, pra ver se descomplicava um pouco essa sua cabeça e me deixava entender porque você recua tanto, no único momento que eu não quero mais recuar. Entender porque seu 1+1 é igual a 2 e o meu é sempre 1, porque você só multiplica suas frustrações enquanto eu tô aqui tentando dividir... Ah, o problema deve mesmo ser eu né? Eu sempre repeti em matemática...
j ² < 3 = ?
não sei resolver, mas o resultado é merda, isso eu sei.
terça-feira, 22 de março de 2011
Esperança?
Então a esperança é a última que morre? Isso significa então que ela só morre depois que todos os sentimentos já morreram? Então pra que esperança se não terá mais nada pra se esperar?
quinta-feira, 17 de março de 2011
Não tenho saudade
Saudade não é essa dor que lateja sem parar. Saudade não é esse fogo que vai queimando cada pedacinho de mim. Saudade não é essa agonia de não saber quando te esperar. Saudade não é isso de te querer por perto o tempo todo. Saudade não é sorrir sozinha lembrando da sua voz. Saudade não é deitar na cama e te procurar em cada espaço vazio. Saudade não é escutar todas as músicas que já sei que você gosta. Saudade não é ler e reler mil vezes as mensagens no celular. Saudade não é ficar segurando o telefone esperando você ligar. Saudade não é, nunca foi nada disso... se fosse eu teria, mas não tenho, pois saudade é você, só você.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Em Silêncio
A: Eu não sou tão complicada assim. Você é
E: Nós dois somos complicados. Tenho certeza disso.
A: Pelo menos sabemos alguma coisa sobre a gente.
E: Eu queria poder te ver melhor, entende?
A: Você pode me ver o quanto quiser.
E: Não dessa forma.
A: De todas as formas, é só saber enxergar.
E: Chega de metáforas.
A: Chega de meia palavras.
E: Chega.
A: Só pensa direito, que eu quero mesmo te ver.
E: Nossa, pensei que nunca ouviria isso de você.
A: Na minha cabeça escuto sempre.
E: Mas eu não estou nela pra ouvir.
A: Te garanto que está. Todo o tempo
E: Nós dois somos complicados. Tenho certeza disso.
A: Pelo menos sabemos alguma coisa sobre a gente.
E: Eu queria poder te ver melhor, entende?
A: Você pode me ver o quanto quiser.
E: Não dessa forma.
A: De todas as formas, é só saber enxergar.
E: Chega de metáforas.
A: Chega de meia palavras.
E: Chega.
A: Só pensa direito, que eu quero mesmo te ver.
E: Nossa, pensei que nunca ouviria isso de você.
A: Na minha cabeça escuto sempre.
E: Mas eu não estou nela pra ouvir.
A: Te garanto que está. Todo o tempo
terça-feira, 8 de março de 2011
um abraço
Você é o passo mais em falso que eu me lembro de ter dado. Na verdade você é praticamente a certeza de um tombo, e eu ainda quero insistir e pular nessa pedra. Porque? Porque quando esse instinto masoquista aparece em mim, por mais que uma parte de mim grite, berre, me segure pra não pular, outra parte tá sempre me mandando arriscar. Eu to recuando, eu me mantive longe o máximo que eu pude, juro, mas seu abraço é uma das coisas mais confortantes que eu já experimentei, seu sorriso deve ser uma das coisas que mais brilharam pros meus olhos. Mas não dá, não dá. Seus olhos me dizem que não devo ir adiante, seus gestos dizem mais claramente ainda. Somos perfeitos assim, juntos, você percebe? Mas nos colidimos na hora mais imperfeita possível. Sua indiferença dessa "sua hora", não consegue encaixar com a carência dessa "minha hora". Eu só quero atenção, você não quer prestar atenção em nada.
Entãoquase sem dor (já que sei que isso não te doí), digo que estou mesmo pulando fora.
Só te peço pra lembrar de mim, com alguma consideração e se possível um pouquinho de saudade.
Um abraço.
Então
Só te peço pra lembrar de mim, com alguma consideração e se possível um pouquinho de saudade.
Um abraço.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Porque quanto mais a gente cresce, mais percebemos que agimos com infantilidade, quando julgamos infantil a atitude de alguém. Mais vemos que o que achávamos idiota nos outros era lindo e idiotas eramos nós. Aprendemos a compreender que por mais ridícula que a vontade de alguém nos pareça, devemos respeitar, pois as nossas vontades também podem soar ridículas para o outros. Vemos que sentir vergonha de quem somos, é a única coisa da qual devemos nos envergonhar. Sentimos na pele que quando não temos paciência com alguém, com certeza, não seremos tratados com paciência quando precisarmos. Entendemos que esconder tristeza atrás de um falso sorriso, é sim um modo de camuflar o que sentimos de verdade... mas somente para os outros. E por fim, quando a gente vai crescendo, a cada dia que passa, sabemos que nunca seremos grandes o bastante para sermos alguém que nunca vai se confundir, se abalar, cair, e errar. Pois tudo isso está no meio das coisas que devemos aprender a conviver e enfrentar, com maior grandiosidade possível.
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Obs: Me senti escrevendo aqueles emails de auto-ajuda, com uma musica "good times" no fundo, e imagens de paisagens passando atrás do texto! ASHAUSHA
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Obs: Me senti escrevendo aqueles emails de auto-ajuda, com uma musica "good times" no fundo, e imagens de paisagens passando atrás do texto! ASHAUSHA
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Nunca foi.
Pra ser sincera você nunca fez meu tipo.
Você nunca foi meu filme preferido, você dormiu na metade. Nunca foi meu doce preferido,você errou a mão feio. Nunca foi meu livro preferido, você rasgou o capitulo mais importante. Nunca foi meu disco preferido, você o arranhou já na primeira música. Minha banda preferida então? Nunca nem quis escutar. Na minha bebida favorita, colocou gelo demais. Nunca foi meu sapato preferido, ficou sempre muito apertado. Nunca foi minha frase favorita, você a borrou de batom. Nunca foi meu show favorito, você esqueceu os ingressos. Nunca foi meu programa favorito, você desligou a TV. Nunca foi meu instrumento favorito, deixou empoeirar em baixo da cama. Nunca foi minha estação de radio favorita, estava sempre fora do ar. Nunca foi minha estação do ano favorita, aquecimento global né?
Nem a minha cor favorita, que sempre esteve nos seus olhos, você foi capaz de descobrir.
Você nunca foi meu filme preferido, você dormiu na metade. Nunca foi meu doce preferido,você errou a mão feio. Nunca foi meu livro preferido, você rasgou o capitulo mais importante. Nunca foi meu disco preferido, você o arranhou já na primeira música. Minha banda preferida então? Nunca nem quis escutar. Na minha bebida favorita, colocou gelo demais. Nunca foi meu sapato preferido, ficou sempre muito apertado. Nunca foi minha frase favorita, você a borrou de batom. Nunca foi meu show favorito, você esqueceu os ingressos. Nunca foi meu programa favorito, você desligou a TV. Nunca foi meu instrumento favorito, deixou empoeirar em baixo da cama. Nunca foi minha estação de radio favorita, estava sempre fora do ar. Nunca foi minha estação do ano favorita, aquecimento global né?
Nem a minha cor favorita, que sempre esteve nos seus olhos, você foi capaz de descobrir.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Melodramático
Será que você sabe mesmo o que é se sentir sozinha, menina? Não sozinha de não ter ninguém pra conversar, ou não ter ninguém em casa. Não sozinha de não ouvir o telefone tocar e do outro lado alguém te chamando pra ir beber alguma coisa. É mais do que não ter ninguém por perto, é não sentir ninguém por perto. É o velho cliché de se sentir só no meio da multidão. Mas mesmo cliché, você conhece isso? Você realmente conhece isso? Sabe o que é olhar pra si, e ver um monte de merda, olhar pros outros e ver um monte de merda? Sabe o que é abrir um garrafa de vodka e no dia seguinte não se lembrar se estava realmente sozinha, mas ter certeza de que estava? Sabe o que é olhar pros seus pés e ver que não tem nada além de um corpo para fazê-los mexer, saber que qualquer motivo que se podia ter, ficou perdido em algum boteco de esquina, nas mãos daquele sujo que te tirou pra dançar? Sabe? Sabe o que é deitar e parar pra pensar na vida, e descobrir que nessa sua merda de vida não tem nada de interessante pra pensar e daí começar a inventar qualquer historia ridícula pra satisfazer essa sua cabecinha masoquista e doente? Você reclama de tudo, mas sabe como é tudo isso?
Não, vocêeu não sei sabe. ?
Ou talvez vocêeu saiba...
Não, você
Ou talvez você
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