quinta-feira, 31 de março de 2011

Quero aprender a escrever.

Não quero escrever sobre coisas que desconheço, com palavras que desconheço. Não quero escrever mil linhas que para os outros vão soar inteligentes e para mim soará só um vazio. Não quero escrever coisas que parecem complexas e na verdade não fazem nenhum sentido. Quero escrever sobre mim, sobre o que sinto sem querer ou sobre o que quero me fazer sentir. Quero entender o que escrevo, ou ao menos entender o que eu queria dizer mas não disse. Quero respirar uma frase que faz parte de mim, com meu cheiro, não com o seu ou de qualquer outra pessoa. Pode ter algo de alguém, mas se tiver, é porque esse alguém também faz parte de mim. Quero conhecer cada vírgula, parar em cada ponto, descobrir a continuação de cada reticência. Quero muito, quero aprender a escrever, aprender a escrever o que eu já escrevo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

j ² < 3 = ?

O pior é saber que sentimentos não são tipo uma equação matemática, não é algo que simplesmente se "resolve", se fosse eu juro que mudaria minha área pra exatas! Pra tentar entender porque passamos anos nos fazendo de fortes, nos desviando das pessoas que parecem perigosas e quando percebemos, em tão pouco tempo, estamos ali, entregue a uma incógnita. Mesmo eu, que não sou boa com cálculos preferia que fosse assim, pra ver se facilitava, pra ver se descomplicava um pouco essa sua cabeça e me deixava entender porque você recua tanto, no único momento que eu não quero mais recuar. Entender porque seu 1+1 é igual a 2 e o meu é sempre 1, porque você só multiplica suas frustrações enquanto eu tô aqui tentando dividir... Ah, o problema deve mesmo ser eu né? Eu sempre repeti em matemática...

j ² < 3 = ?
não sei resolver, mas o resultado é merda, isso eu sei.

terça-feira, 22 de março de 2011

Esperança?

Então a esperança é a última que morre? Isso significa então que ela só morre depois que todos os sentimentos já morreram? Então pra que esperança se não terá mais nada pra se esperar?

quinta-feira, 17 de março de 2011

Não tenho saudade

Saudade não é essa dor que lateja sem parar. Saudade não é esse fogo que vai queimando cada pedacinho de mim. Saudade não é essa agonia de não saber quando te esperar. Saudade não é isso de te querer por perto o tempo todo. Saudade não é sorrir sozinha lembrando da sua voz. Saudade não é deitar na cama e te procurar em cada espaço vazio. Saudade não é escutar todas as músicas que já sei que você gosta. Saudade não é ler e reler mil vezes as mensagens no celular. Saudade não é ficar segurando o telefone esperando você ligar. Saudade não é, nunca foi nada disso... se fosse eu teria, mas não tenho, pois saudade é você, só você.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Em Silêncio

A: Eu não sou tão complicada assim. Você é
E: Nós dois somos complicados. Tenho certeza disso.
A: Pelo menos sabemos alguma coisa sobre a gente.
E: Eu queria poder te ver melhor, entende?
A: Você pode me ver o quanto quiser.
E: Não dessa forma.
A: De todas as formas, é só saber enxergar.
E: Chega de metáforas.
A: Chega de meia palavras.
E: Chega.
A: Só pensa direito, que eu quero mesmo te ver.
E: Nossa, pensei que nunca ouviria isso de você.
A: Na minha cabeça escuto sempre.
E: Mas eu não estou nela pra ouvir.
A: Te garanto que está. Todo o tempo

terça-feira, 8 de março de 2011

um abraço

Você é o passo mais em falso que eu me lembro de ter dado. Na verdade você é praticamente a certeza de um tombo, e eu ainda quero insistir e pular nessa pedra. Porque? Porque quando esse instinto masoquista aparece em mim, por mais que uma parte de mim grite, berre, me segure pra não pular, outra parte tá sempre me mandando arriscar. Eu to recuando, eu me mantive longe o máximo que eu pude, juro, mas seu abraço é uma das coisas mais confortantes que eu já experimentei, seu sorriso deve ser uma das coisas que mais brilharam pros meus olhos. Mas não dá, não dá. Seus olhos me dizem que não devo ir adiante, seus gestos dizem mais claramente ainda. Somos perfeitos assim, juntos, você percebe? Mas nos colidimos na hora mais imperfeita possível. Sua indiferença dessa "sua hora", não consegue encaixar com a carência dessa "minha hora". Eu só quero atenção, você não quer prestar atenção em nada.
Então quase sem dor (já que sei que isso não te doí), digo que estou mesmo pulando fora.
Só te peço pra lembrar de mim, com alguma consideração e se possível um pouquinho de saudade.
Um abraço.