domingo, 24 de abril de 2011
prometo não perder o telefone
Não quero, nem penso em insistir em algo que nunca nem chegou a existir. Não vou, fique tranquilo, te perturbar nas minhas noites de carência. Porque de alguma forma, tenho me sentido bem só mesmo em lembrar de você e sua voz rouca rindo de mim e do meu jeito atrapalhado, seu cheiro estranho de cigarro misturado com o sabonete no seu cabelo, seus complexos e ciúmes sem sentido, seu jeito escuro de demonstrar interesse. Eu sabia que você ia acabar desaparecendo mesmo, e acho que foi isso que me despertou tanta curiosidade em você. Sabia que começar algo em um fim não dá certo, não tem lugar pra começar. E não me importo, e quase não lembro, se foram passadas, três horas, três dias, três meses, ou três anos. Me perco na intensidade e não no tempo concreto. Me perco no que eu sinto, não no que me privo de sentir. Me perco... me perco. Queria me perder em você. Se algum dia resolver se perder em mim de novo, me liga. Prometo não perder o telefone.
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