Naquele momento eu pensei em nada. É, na-da. Rápidos segundos, sem quase-amores, sem músicas, sem cores. O que seria o nada ? Ausência de qualquer coisa, ausência de tudo? Pois é, só se tinha ausência naquele momento, sem dor, praticamente sem ausência.
NADA. Era o que você encontraria perdido, ali, abraçado comigo naquela cama quente no meio daquela noite fria. Onde não havia você, não havia ele, não havia ela, não me havia. Onde tudo parecia se repetir incansavelmente, no meio do nada em minha cabeça. Dizem que nunca se pensa em nada. Talvez quem disse isso nunca tenha experimentado - nem por um segundo - o que é não ser ninguém, não ter ninguém, não sentir, quase-não-existir.
-No que você está pensando?
-Em nada.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
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Um comentário:
O nada é tanta coisa... E tem tanta coisa que pode-se reduzir a nada. Eis uma palavrinha cheia de contrastes, sem valor e ao mesmo tempo preciosa. Ah.
Quanto àquele trechinho, é de minha autoria sim, Jess. Talvez o nossos nomes sejam o início das coisas que compartilhamos, hm?
O post abaixo é tão familiar pra mim, que não seria mentira se eu dissesse que você leu a minha mente antes de escrevê-lo, haha.
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