Ela estava sozinha, sem lugar e sem destino. Com ela, só sua ilusão. E quem ultimamente quer se iludir?
Pois bem, não tinha mesmo ninguém.
Seus papeis amassados, com tantas histórias, que muitos ainda insistiam em acreditar. Ela se perguntava porque eles não acreditavam em suas atitudes, pois ela não sabia fazer mentiras.
Doía pensar que era tão fácil enganar as pessoas. Bastava pensar, fingir, e escrever. A sua dor de verdade, nenhum papel conhecia, nenhum alguém conhecia. Ninguém tinha coragem de sentir quem realmente ela era, e no papel ela não doía.
Ela cansou de ser somente palavras, ninguém a notava quando ela era atitudes, de que serve ser algo que não existe de fato? Ela queria de fato existir. Nem que fosse sozinha, nem que fosse só pra si própria.
Partiu.
Sem palavras, sem papeis, sem mentiras... Sem dor.
Não aguentou muito tempo. Aquilo precisava doer, precisava doer muito. Pra que ela conseguisse pensar em qualquer coisa pra aliviar. Nada fazia sentido sem dor. O que antes machucava era ser uma mentira, mas agora nada machuca, sem sofrimento nada vale.
Então antes não era assim tão mentirosa sua vida, se o que ela escrevia era pra amenizar a dor, ela não escrevia em vão, se não era em vão, era verdade de certa forma.
Não importava, só importava que ela percebeu que precisava dos seus papeis,de suas palavras e de seus falsos sentimentos. Precisava de quem acreditava neles, precisava da sua dor. Precisava de sua vida de verdade, dentro do seu mundo de mentira, ou quem sabe da sua vida de mentira no seu mundo de verdade.
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